No experimento da cicatriz, o que acontece é que essa voz interna ganha uma desculpa perfeita: “É por causa da cicatriz”. No caso de Clara, a “cicatriz” pode ser o corpo, o jeito de falar, a inteligência, a história familiar, a orientação sexual, a cor da pele. Muitas vezes, o preconceito mais cruel não é o que vem de fora, mas o que o sujeito reproduz contra si, a partir do que introjetou.