A virada decisiva vem com a massificação dos smartphones e dos aplicativos de mensagens instantâneas, que tornam o contato escrito e por voz quase contínuo no cotidiano. A partir dos anos 2010, consolidam‑se plataformas comerciais de “message‑based psychotherapy”, baseadas em trocas assíncronas de texto e, progressivamente, em áudios, com estudos mostrando que esse formato pode ser tão eficaz quanto sessões por vídeo, ao menos para determinados quadros, sobretudo ansiosos e depressivos. Em paralelo, programas públicos de saúde mental em diferentes países passam a incorporar intervenções assíncronas estruturadas (mensagens, SMS, portais online), mostrando que é possível organizar uma clínica que se distribui no tempo, sem depender exclusivamente do encontro síncrono.