Sigilo, manejo clínico e não exploração.
3.1. Todo material clínico compartilhado em supervisão, grupos ou atividades do Percurso Psicanalítico é protegido por sigilo rigoroso, com anonimização adequada dos pacientes. O sigilo profissional é um pilar da ética psicanalítica, garantindo a confiança e a proteção da singularidade do analisando.
3.2. É estritamente proibida qualquer forma de abuso ou exploração do analisando – sexual, afetiva, financeira, ideológica, de poder institucional, ou qualquer modalidade de assédio sexual, moral ou psicológico.
3.3. O analista não utiliza o paciente para suprir necessidades pessoais de afeto, apoio ou reconhecimento, preservando a assimetria própria da relação analítica. O manejo ético da transferência e contratransferência é fundamental para assegurar a abstinência e a neutralidade.
3.4. A preservação do enquadre analítico (setting, horários, honorários) é uma responsabilidade ética do analista, visando a proteger o espaço terapêutico e a garantir a continuidade do processo. Relações duplas ou contatos sociais que possam interferir na relação analítica devem ser evitados.