E aí entra a escrita, esse quarto elemento que não aparece na contagem, mas funciona como fio condutor. Escrever sobre um caso, sobre uma supervisão, sobre uma aula, é aceitar que a experiência passe por uma espécie de segundo tempo: ela retorna, não mais como vivência imediata, mas como algo que pede forma. A escrita obriga a escolher palavras, recortar cenas, decidir o que entra e o que fica de fora. Nesse gesto, o analista descobre também onde está: que posição ocupou, que aposta fez, que ponto não quer olhar.